As hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão em torno do Estreito de Ormuz continuam a escalar, com Donald Trump a sugerir nas redes sociais que o Estreito de Ormuz deveria ser renomeado como "Estreito Trump", numa publicação estilizada apenas com maiúsculas na sua plataforma Truth Social. Esta proposta surge após os bombardeamentos americanos no sul do Irão que mataram 19 pessoas, incluindo crianças num casamento.
Em resposta aos ataques norte-americanos, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana (IRGC) atacou bases americanas na Jordânia, Bahrain, Kuwait e no Curdistão iraquiano, utilizando mísseis balísticos de médio alcance Kheibar Shekan, capazes de atingir alvos até 1.500 quilómetros de distância. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que não visa civis nas suas operações.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano respondeu às afirmações do CENTCOM lembrando vítimas civis de ações militares americanas no Afeganistão e Iraque, incluindo os ataques de Kakarak em 2002 e Mukaradeeb em 2004. O CENTCOM havia anunciado na semana passada que o Estreito estava limpo de minas, mas a IRGC contrariou esta versão ao informar que dois petroleiros estavam em chamas após colidirem com minas. As forças iranianas anunciaram também ter capturado uma embarcação no norte do Golfo com cerca de 380 mil litros de combustível contrabandeado.




