O ministro da Economia e da Coesão, Manuel Castro Almeida, afirmou estar "ansioso" para prestar esclarecimentos no parlamento sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), após o Partido Socialista ter pedido, com urgência, uma audição parlamentar sobre o estado efetivo de execução financeira, material e operacional do plano. O governante indicou que ainda não recebeu formalmente o pedido mas manifestou interesse em comparecer o mais rapidamente possível.
O PS argumenta que é necessário distinguir o cumprimento dos marcos e metas do PRR, condição para os desembolsos da Comissão Europeia, da execução financeira, material e operacional dos investimentos. O partido questiona a declaração do ministro de que "o PRR está totalmente concluído", considerando que a execução efetiva pode não estar finalizada.
O ministro defendeu que Portugal vai aproveitar 100% das subvenções da União Europeia disponíveis, explicando que o governo contratualizou projetos correspondentes a "101% do PRR", acima dos compromissos com Bruxelas. Relativamente às escolas e centros de saúde ainda em construção, Castro Almeida apontou que o compromisso era construir 87 escolas, mas foram contratualizadas 102, sendo que as 87 obrigatórias estão concluídas.
O governante, que falava em Sines à margem da cerimónia de entrega do Título de Exploração Industrial das fábricas do projeto Alba da Repsol, adiantou ainda que o décimo pedido de pagamento será preparado apenas em setembro e que o levantamento dos projetos financiados pelo Orçamento do Estado só ficará concluído durante esse mês. Quanto à habitação, o ministro afirmou que já foram construídas mais de 31 mil casas, superando a meta de 26 mil prevista no PRR.




