A plataforma e-Leilões ultrapassou os oito bilhões de euros em vendas nos primeiros dez anos de atividade, segundo anunciou a Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução. Desenvolvida e gerida pela OSAE por determinação do Ministério da Justiça, a plataforma gerou mais de 8.000 bilhões de euros até julho de 2026, com o segmento imobiliário liderando em valor e número de licitações.
No primeiro trimestre deste ano, as vendas superaram os 121,5 milhões de euros, com mais de 2.500 leilões realizados e cerca de 46.900 licitações. O imobiliário concentrou a maior parte deste volume, com mais de 118,6 milhões de euros. Ao longo da década, a plataforma registrou mais de 105 mil leilões e 1,41 milhões de licitações, mantendo o imobiliário na posição dominante com mais de 7.800 bilhões de euros em vendas.
Criada inicialmente para a venda de bens penhorados em processos executivos, a e-Leilões é atualmente utilizada também por oficiais de justiça, administradores judiciais em processos de insolvência e pelo Gabinete de Administração de Bens para a alienação de bens apreendidos no âmbito de processos-crime. A análise da evolução da plataforma identifica duas fases: entre 2016 e 2019, um período de forte expansão, e a partir de 2020, uma fase de consolidação e desenvolvimento.
Mara Fernandes, presidente do Conselho Profissional do Colégio dos Agentes de Execução, classificou a primeira década da plataforma como demonstração de que é "um instrumento de confiança, com forte impacto na venda judicial, no funcionamento da Justiça e no desenvolvimento socioeconômico do país". Lançada em 2016 e renovada em 2024, a plataforma e-Leilões.pt continua acessível a qualquer interessado.




