As forças armadas iranianas lançaram uma "operação decisiva" com mísseis e drones contra bases e interesses norte-americanos no Médio Oriente, segundo a agência Tasnim, afeta à Guarda Revolucionária. A retaliação surge após o Comando Central norte-americano (Centcom) confirmar novas investidas contra alvos no Irão. O Presidente Donald Trump advertiu que qualquer resposta iraniana ao ataque "totalmente justificado" seria ripostada "com muito mais força e intensidade".
A escalada militar provocou múltiplas explosões no sul do Irão, junto ao Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas e das ilhas de Qeshm e Lavan, importante terminal de exportação de crude. Um ataque aéreo norte-americano atingiu uma habitação em Kuhestak, na província de Hormozgan, onde decorria uma cerimónia de casamento, provocando dois mortos e vários feridos. Dois petroleiros foram ainda atingidos por projéteis não identificados ao deixarem a região do estreito, um ponto vital para o tráfego marítimo e os preços globais do petróleo.
A nova vaga de hostilidades ocorre num momento de impasse diplomático. O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tinha apelado ao regresso ao diálogo, exigindo que os EUA cumpram o memorando de entendimento assinado a 17 de junho, que previa um cessar-fogo imediato, a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval norte-americano. O prazo de dois meses para a negociação de um acordo de paz expirou sem sucesso.
Com o fracasso das negociações e o lançamento da operação norte-americana "Pária Económico", para isolar financeiramente o Irão, Teerão endureceu a posição. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que qualquer intensificação do bloqueio naval terá uma resposta militar inequívoca, condicionando a reabertura da navegação em Ormuz ao fim definitivo da guerra e à suspensão das sanções petrolíferas.




