A pesca recreativa de bivalves vai estar proibida no trecho internacional do rio Minho a partir de 01 de novembro, por razões de saúde pública. A interdição, que abrange toda a coleta de berbigão e quaisquer outros bivalves, permanecerá até a aprovação das medidas de manejo necessárias e à avaliação sanitária dos recursos.
A proibição surge através de um edital publicado no Diário Oficial da União, que estabelece as regras para a pesca no trecho internacional do rio Minho durante a temporada 2026/2027. O documento visa regular o exercício da pesca profissional, recreativa e das pesqueiras nesta zona, incluindo as ilhas existentes, no âmbito das competências da Comissão Permanente Internacional do Rio Minho.
Segundo o capitão do porto de Caminha, Fernando Vieira Pereira, a coleta comercial de bivalves já não era permitida, mas a coleta recreativa podia ser praticada. Contudo, o trecho internacional do rio Minho não é uma zona de produção de bivalves e, por isso, não é acompanhado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera para avaliação do estado dos bivalves.
A comissão permanente de manejo do trecho internacional do rio Minho está já desenvolvendo esforços para criar um plano de acompanhamento e verificação do estado dos bivalves, de forma a permitir uma futura autorização desta atividade.




