Uma nova pesquisa sugere que, nas formas graves de doença hepática associada ao álcool, algumas células do fígado podem ficar presas em um estado intermediário entre sua identidade madura e um estado semelhante ao de células progenitoras. Nesse estado, perdem parte de suas funções normais e não conseguem completar adequadamente o processo de regeneração.
O fígado tem uma capacidade natural de regeneração. Após uma lesão significativa, os hepatócitos sobreviventes podem alterar temporariamente seu estado, multiplicar-se e voltar a adquirir características de células hepáticas maduras, contribuindo para a reconstrução do tecido.
No entanto, essa capacidade de regeneração pode ser comprometida nas formas avançadas da doença hepática associada ao álcool. As células afetadas ficam bloqueadas no estado intermediário, impedindo a recuperação completa mesmo quando a pessoa para de consumir álcool.




