A Repsol recebe esta quarta-feira, 2 de outubro, o Título Digital de Exploração Industrial para as duas novas fábricas do Projeto ALBA no Complexo Industrial de Sines, numa cerimônia com a presença do ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, e do presidente da CCDR do Alentejo, Ricardo Pinheiro. Este título permite o exercício da atividade industrial e constitui uma etapa determinante antes da entrada em funcionamento das unidades.
O investimento no projeto foi atualizado de 657 para 830 milhões de euros, um acréscimo de 173 milhões de euros, cerca de 26% face ao valor inicialmente anunciado em outubro de 2021. As duas fábricas — uma de polipropileno e outra de polietileno linear de baixa densidade — acrescentam uma capacidade de produção de 600 mil toneladas anuais de polímeros, todos 100% recicláveis e destinados a setores como o farmacêutico, automóvel e agroalimentar.
A entrada em operação das unidades está prevista para o final de 2026, um atraso face à previsão inicial de 2025. Durante a construção, os trabalhos mobilizaram até 1.300 trabalhadores em períodos de pico. Atualmente, a empresa afirma ter criado 100 empregos diretos permanentes e cerca de 300 indiretos para assegurar o funcionamento das fábricas.
O Projeto ALBA inclui ainda uma nova plataforma de armazenamento e expedição, a reativação do ramal ferroviário interno e a ligação ao Porto de Sines, formando uma logística multimodal para distribuição nos mercados europeus. A expansão ocupa 38 hectares adjacentes ao complexo existente e foi reconhecida como Projeto de Potencial Interesse Nacional. A Repsol prevê ainda integrar autoconsumo de energia fotovoltaica e hidrogênio produzido por eletrólise para aumentar a eficiência energética.
