A próxima reforma do Estado é operacional ou vai fracassarFoto de Natalie Dmay no Pexels
Política

A próxima reforma do Estado é operacional ou vai fracassar

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 09:57

Portugal já lançou várias reformas para modernizar o Estado e aumentar a eficiência da Administração Pública, mas a burocracia não desaparece — apenas se desloca do balcão físico para o digital. A questão central que se coloca é se os indicadores reais de eficiência melhoraram de fato, isto é, se as medidas simplificaram a vida de quem produz e trabalha.

O artigo alerta que digitalizar não é o mesmo que modernizar. Um formulário online pode continuar burocrático, um portal pode reproduzir processos lentos e plataformas podem permanecer desconectadas umas das outras. Quando a tecnologia apenas transporta para o digital os mesmos bloqueios do papel, o resultado não é transformação — é burocracia com melhor aparência.

A próxima reforma da Administração Pública precisa ser operacional e menos declarativa. O sucesso não pode ser medido pelos milhões investidos ou pelos projetos lançados, mas sim pelo tempo que o cidadão economiza, pela previsibilidade que uma empresa ganha e pela rapidez com que uma licença é emitida. Para isso, são necessários sistemas que se comuniquem entre si, organismos que deixem de funcionar como ilhas e serviços criados a partir da experiência do cidadão.

O artigo defende ainda que é preciso repensar a maneira como o Estado adquire tecnologia, pois comprar pelo menor preço pode sair caro quando não há implementação, manutenção ou responsabilidade pelos resultados. A modernização administrativa não se faz por decreto ou PowerPoint, mas diariamente nos processos que se simplificam e nos prazos que diminuem. Portugal precisa transformar a capacidade de execução em uma prioridade nacional.

Notícias relacionadas

Política

“Juntos Por Lordelo” pede medidas para conter enxurradas da serra do Alvão

O movimento “Juntos por Lordelo” apresentou uma proposta na assembleia de distrito pedindo medidas para conter as enxurradas e seus efeitos na serra do Alvão. Entre setembro de 2025 e agosto deste ano, inundações, erosão e deslizamentos de terras, lama e pedras afetaram várias zonas do distrito, incluindo a Estrada Municipal 313, o Bairro das Cales, o Bairro do Conho, a Giesteira, a Ribada e o Bairro da Cal. O membro Bruno Alves destacou que esses eventos estão documentados com fotografias e vídeos que demonstram acúmulo de água, escorrimento superficial, erosão, transporte de sedimentos e deposição de materiais nas ruas próximas às habitações.

A Voz de Trás-os-Montes02/09/26, 10:44
Política

Portugal pede satisfações a Moscou e antecipa reação dura da UE

Portugal decidiu convocar o embaixador russo em Lisboa para exigir explicações formais sobre os ataques híbridos atribuídos a Moscou pela Alemanha, numa ação que reflete a posição unânime da União Europeia face às ameaças externas. O Governo português adiantou que espera uma reação dura de Bruxelas como resposta a estas atividades hostis. Esta decisão insere-se num contexto mais amplo de tensão entre a UE e a Rússia, com vários Estados-membros a adotarem medidas semelhantes para demonstrar unidade e repudiá-las publicamente.

RTP Notícias02/09/26, 10:40
Política

Novas sanções à Rússia e Médio Oriente discutidas na Europa

Líderes europeus reuniram-se para discutir novas sanções contra a Rússia e a situação no Médio Oriente, embora a reunião não deva resultar em decisões definitivas. O encontro serviu principalmente para trocar impressões sobre medidas a tomar relativamente à guerra na Ucrânia e ao conflito na região do Médio Oriente.

Observador02/09/26, 10:39
Política

Moraes versus Mendonça: os bastidores da 'guerra civil' dentro do STF

A decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre supostas mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes revelou ao público uma rivalidade que já existia nos bastidores do Supremo Tribunal Federal. O episódio expôs uma disputa interna que, até então, era percebida apenas de forma silenciosa pelos corredores da corte, marcando um momento de tensão entre os dois magistrados.

BBC News Brasil02/09/26, 10:30