Pessoas com deficiência visual continuam a enfrentar obstáculos no exercício do direito de voto em Portugal. A acessibilidade nos processos eleitorais permanece limitada, especialmente no que diz respeito aos materiais de votação disponibilizados.
As cédulas em braille estão disponíveis para as eleições legislativas, presidenciais e europeias, permitindo que cidadãos com deficiência visual participem de forma mais autônoma nesses atos eleitorais. No entanto, essa mesma ferramenta não é disponibilizada nas eleições municipais.
Essa disparidade significa que os eleitores com deficiência visual são tratados de forma diferente dependendo do tipo de eleição, o que levanta questões sobre a igualdade de acesso ao voto. As eleições municipais, que elegem órgãos de poder local como câmaras municipais e assembleias municipais, ficam assim excluídas das medidas de acessibilidade existentes.




