Há qualquer coisa de contraditório numa empresa que passa anos a exigir disponibilidade permanente, urgência constante, resultados cada vez maiores e agendas impossíveis aos seus colaboradores e que, a determinada altura, começa a preocupar-se com o bem-estar desses mesmos colaboradores. Esta preocupação com o bem-estar não deixa de ser importante, mas pode estar a chegar demasiado tarde à conversa. Uma empresa que esgota uma pessoa durante trinta anos e depois lhe oferece um programa de bem-estar não tem propriamente uma estratégia de longevidade. A mensagem subjacente é que a prevenção e o cuidado com o bem-estar dos colaboradores deveria começar muito antes, e não apenas quando os sinais de exaustão já se fizeram sentir durante décadas.
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Uma empresa que esgota uma pessoa durante trinta anos e depois lhe oferece um programa de bem-estar não tem uma estratégia de longevidade
SAPO2 de setembro de 2026 às 08:00



