Pelo menos 11 pessoas morreram durante os últimos bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, entre a madrugada de terça-feira e quarta-feira. Sete pessoas morreram e oito ficaram feridas num ataque com mísseis na província do Khuzistão, no sudoeste do país, e quatro convidados de um casamento foram mortos na cidade de Kuhestak, na província de Hormozgan, no sudeste, onde cerca de 50 pessoas ficaram feridas. Os ataques tiveram início pouco depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter apelado para o regresso à diplomacia. A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, bem como na ilha de Lavan, que alberga um terminal de exportação de petróleo.
Em resposta, o Irão atacou esta quarta-feira bases militares dos Estados Unidos no Golfo, tendo lançado uma "operação decisiva de retaliação" com mísseis e drones contra "bases e interesses norte-americanos na região". O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reivindicou ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia, no Iraque e no Bahrein. O exército da Jordânia anunciou ter destruído dez mísseis iranianos, enquanto o Kuwait também declarou ter sido alvo de mísseis e drones. O porta-voz do comando militar central do Irão, Ebrahim Zolfaghari, prometeu "retaliações mais amplas e mais destrutivas" caso os ataques norte-americanos continuem.
Os preços dos hidrocarbonetos dispararam na sequência das novas hostilidades, com o barril de WTI norte-americano a ultrapassar novamente a barreira dos 90 dólares pela primeira vez desde o final de julho, e o gás europeu a ser negociado ao preço mais elevado dos últimos três anos. Os ataques norte-americanos ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" enquanto saíam do estreito de Ormuz.
Na terça-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou o Irão com ataques "muito mais fortes" caso Teerão respondesse à ofensiva. Trump classificou a operação militar em curso como "de grande escala e poderosa" e sugeriu que Washington mantém preparada uma ofensiva ainda mais intensa contra a República Islâmica, advertindo que "esse não será o maior ataque de todos; esse está à espreita".




