A violência exercida por filhos contra os próprios pais continua a preocupar as autoridades. Nos primeiros seis meses de 2026, foram registradas uma média de oito queixas por dia relacionadas com agressões de filhos a pais, o que representa um aumento significativo em relação a períodos anteriores.
Este fenômeno afeta famílias de diferentes contextos socioeconômicos e culturais, não se limitando a nenhum grupo específico da sociedade portuguesa. As autoridades apontam que muitos casos continuam sem denúncia, sugerindo que os números reais podem ser ainda mais elevados.
As forças de segurança e os serviços sociais alertam para a necessidade de maior acompanhamento das famílias e de programas de prevenção que abordem essa problemática. A exposição prolongada à violência doméstica e a falta de mecanismos de apoio são identificados como fatores que contribuem para esse tipo de comportamento.
As vítimas, geralmente os pais ou enteados, enfrentam dificuldades em pedir ajuda, seja por vergonha, receio de represálias ou pela própria relação familiar. As autoridades fazem um apelo para que as vítimas denunciem as situações e procurem apoio junto das entidades competentes.




