O Festival de Veneza inicia esta quarta-feira com uma seleção que se afasta de Hollywood, apresentando-se como menos "americano" do que em edições anteriores. A programação inclui 21 filmes em competição, provenientes de diversos países, com menor presença de produções norte-americanas.
Um anúncio de última hora trouxe destaque para o documentário israelo-palestiniano NAZA, que integra a seleção do festival. A obra sinaliza a ousadia da curadoria deste ano, que optou por diversificar as origens dos filmes apresentados.
A inclusão do documentário NAZA representa um momento significativo para o festival, que recebe pela primeira vez uma obra que aborda diretamente o conflito entre Israel e Palestina. O filme junta-se a outras produções internacionais que compõem a competição oficial.
O festival arranca num momento de tensão internacional, e a presença do documentário israelo-palestiniano na programação reflete o papel do evento como plataforma para questões geopolíticas contemporâneas, além de servir como vitrine para o cinema mundial.




