TAP: Montenegro escolhe entre Paris e Berlim no negócioFoto de Alexander Nadrilyanski no Pexels
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TAP: Montenegro escolhe entre Paris e Berlim no negócio

oRegiões2 de setembro de 2026 às 07:00

O primeiro‑ministro Luís Montenegro tem em mãos a decisão de escolher entre o consórcio Air France‑KLM e o grupo Lufthansa para a compra de 44,9 por cento do capital da TAP, após o Ministério das Finanças ter recebido o relatório de avaliação da Parpública sobre as propostas vinculativas dos dois grupos europeus. A entrega formal do parecer técnico encerra a fase instrutória e transfere para o Executivo a responsabilidade de decidir entre o eixo de Paris e o gigante alemão sediado em Frankfurt.

A análise conduzida pela Parpública escrutinou a solvência económico‑financeira dos planos de negócio, as projecções de tráfego, o valor oferecido por cada proponente e o grau de compromisso com os objectivos de interesse nacional definidos no caderno de encargos. Entre os elementos essenciais comparados destacam‑se a avaliação global da empresa, a estrutura de financiamento para a expansão da frota, o modelo de governação societária e o calendário de investimentos em sustentabilidade ambiental e modernização tecnológica.

O grupo Air France‑KLM propõe uma aliança atlântica focada no reforço das ligações de Portugal com o espaço lusófono e a América do Sul, prometendo preservar a marca, os postos de trabalho nas oficinas de manutenção e a autonomia comercial da equipa directiva em Lisboa. A Lufthansa, por sua vez, apresenta‑se com a experiência de gestão de aquisições como a Swiss e a Austrian Airlines, oferecendo solidez financeira, permanência na Star Alliance e capacidade de canalizar passageiros do centro e norte da Europa para as ligações atlânticas a partir de Lisboa.

O Governo já fez saber que não prescindirá da salvaguarda de interesses estratégicos, impondo cláusulas que garantem a expansão do aeroporto de Lisboa, a manutenção das ligações aéreas aos Açores e à Madeira, a retenção do centro de manutenção industrial em Portugal e o compromisso formal de não deslocalização da sede. Após a resolução em Conselho de Ministros, o dossier terá de ser submetido à aprovação da Direcção‑Geral da Concorrência da Comissão Europeia em Bruxelas.

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