A crise da dívida externa na América Latina nos anos 1980, a da Ásia em 1997, o calote da Argentina em 2001 e a crise das dívidas soberanas da Zona do Euro na primeira metade da década de 2010 são alguns dos momentos históricos de crise nos ativos de dívida pública mencionados no artigo. Na maioria dos casos, no entanto, esses foram dramas regionais, podendo ter origens em outras regiões, como aconteceu com o subprime americano que acelerou a exposição dos perigos no sul da Europa em 2008.
Os analistas de macro do Deutsche Bank salientaram numa nota matinal que, desta vez, a venda maciça de títulos tem sido um fenômeno global, olhando para as altas das taxas de juros de dívidas soberanas. Esta situação está fazendo os investidores fugirem da dívida, trazendo memórias de traumas passados, mas agora num contexto completamente diferente.
O artigo sugere que a atual crise de dívida não se limita a uma região específica, ao contrário do que aconteceu historicamente, e que o fenômeno está afetando os mercados globais de forma simultânea.




