Uma semana após a tragédia, uma avalanche catastrófica seguida de inundação destruiu cidades e hidroelétricas na fronteira do Nepal com o Tibete, território controlado pela China. O desastre deixou ao menos 1.066 mortos — 1.050 no Nepal e 16 no Tibete — e 4.562 desaparecidos, segundo dados de 26 de agosto.
O cálculo reportado na revista Science pelo cientista Adhikari Basanta Raj, diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade de Tribhuvan, no Nepal, revelou que a avalanche liberou uma energia superior à da bomba de Hiroshima, equivalente a cerca de 15 mil toneladas de dinamite.
Equipes de resgate da ONU ainda não conseguiram acessar áreas no norte do Nepal quase uma semana após as enchentes, dificultando as operações de busca e salvamento.
Cientistas apontam que um dos mistérios da tragédia é a origem de tanta água, já que as geleiras e rios da região não seriam suficientes para explicar a magnitude da inundação que se seguiu à avalanche.




