Três olhares sobre D. João de Mendoça, 290 anos depois da sua morteFoto de Adolfo Florêncio no Pexels
MundoCastelo BrancoGuarda

Três olhares sobre D. João de Mendoça, 290 anos depois da sua morte

oRegiões1 de setembro de 2026 às 19:20

Três investigadores reuniram-se na Biblioteca Municipal António Salvado, em Castelo Branco, para revisitar a vida e o legado de D. João de Mendoça (1673-1736), Bispo da Guarda, jurista, coleccionador e homem de cultura que reuniu uma das mais notáveis colecções de pintura do seu tempo. A sessão, promovida pela Associação Raia Gerações com a colaboração da Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, decorreu 290 anos após a morte do prelado, numa tentativa de recuperar a memória de uma personalidade ainda pouco conhecida e insuficientemente estudada.

Pedro Miguel Salvado, historiador do património e director do Museu Arqueológico do Fundão, recuperou a memória de Luís Pinto Garcia, investigador que em 1942 publicou uma biografia de D. João de Mendoça. Salvado sublinhou também a importância do bispo na salvaguarda do património, salientando que a sua atitude de valorização e preservação dos testemunhos do passado foi notavelmente precoce para o contexto setecentista, antecipando mesmo o Alvará de D. João V.

Ricardo Nunes da Silva, professor na Escola das Artes da Universidade Politécnica de Castelo Branco, revelou a dimensão do universo material e artístico de D. João de Mendoça a partir do inventário do Paço Episcopal. O seu património incluía livros, pinturas, louças, tapetes, peças de numismática, objectos em prata e ouro, relicários, relíquias, relógios e objectos exóticos, num acervo avaliado à época em cerca de 30 milhões de réis.

Pedro Rego da Silva, historiador da arte e advogado, focou-se no percurso académico de D. João de Mendoça, desde a sua formação jurídica como doutor e professor de Direito na Universidade de Coimbra até à sua progressiva afirmação na carreira eclesiástica, traçando a sua trajectória de Estremoz e Évora à Guarda, Castelo Branco e Roma. A sessão terminou com a reflexão de que muito da história cultural da região permanece por estudar, mas que existem actualmente investigadores com capacidade para desenvolver esse trabalho.

Notícias relacionadas

Guarda Revolucionária Iraniana ameaça retaliar por novos ataques dos EUA
Mundo

Guarda Revolucionária Iraniana ameaça retaliar por novos ataques dos EUA

A Guarda Revolucionária Iraniana ameaçou punir severamente os Estados Unidos pelos novos ataques aéreos realizados em locais no sudeste do Irã, marcando o segundo dia consecutivo de operações militares norte-americanas contra alvos iranianos. A tensão entre os dois países intensificou-se significativamente, com Teerã advertindo que responderá de forma enérgica às agressões.

SAPO Notícias01/09/26, 20:04
Mundo

Atrasos nos exames prejudicam estudantes da segunda fase do ensino superior

Os atrasos na divulgação dos resultados dos exames da segunda fase do ensino superior estão afetando os estudantes, com a publicação prevista apenas para 30 de setembro. Em seguida, a terceira fase dos exames ocorre entre 10 e 12 de outubro, gerando preocupações entre os candidatos que enfrentam essa situação.

Diário de Leiria01/09/26, 20:00
Berlim responsabiliza Moscovo por incidente com drones em Leipzig e fecha consulado russo em Bona
Mundo

Berlim responsabiliza Moscou por incidente com drones em Leipzig e fecha consulado russo em Bona

A Alemanha acusou a Rússia de estar por trás de um incidente com drones no aeroporto de Leipzig, onde um drone carregado com explosivos foi descoberto na zona de carga junto a aviões de carga ukrainianos e outro terá colidido com um avião de carga da DHL. Em resposta, Berlim decidiu encerrar o consulado russo em Bona, agravando as tensões diplomáticas entre os dois países.

SAPO Notícias01/09/26, 19:57
Titanic esteve perdido no fundo do Atlântico durante 73 anos. Foi encontrado há exatamente 41 anos
Mundo

Titanic esteve perdido no fundo do Atlântico durante 73 anos. Foi encontrado há exatamente 41 anos

O Titanic esteve perdido no fundo do Oceano Atlântico durante 73 anos, até ser encontrado em 1º de setembro de 1985 pela equipe liderada por Robert Ballard. Durante décadas, a localização exata dos destroços do famoso navio, que naufragou em 1912, permaneceu um mistério. A descoberta representou um marco na história da exploração submarina e reavivou o interesse mundial pela tragédia que matou mais de 1.500 pessoas.

SAPO Notícias01/09/26, 19:57