O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, admitiu nesta terça-feira que Portugal vai continuar a enfrentar a falta de professores durante alguns anos, especialmente no primeiro ciclo, no dia em que foram denunciados 2.620 horários sem preenchimento. O governante explicou que o problema se deve ao fato de que cerca de 4.000 professores se aposentam todos os anos.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) denunciou que persistem 2.650 horários em oferta nas escolas, correspondentes a mais de 50 mil horas, a poucos dias do início do ano letivo. Os casos mais graves se verificam no primeiro ciclo, com 378 horários completos sem preenchimento, o que o ministro admitiu ser um "problema mais difícil de resolver".
Fernando Alexandre salientou que o Ministério já conseguiu assegurar que "professor não falta na sala de aula" através de instrumentos como o pagamento de horas extraordinárias, tendo no primeiro semestre de 2026 sido pagos 20 milhões de euros em horas extraordinárias a professores que cobriram aulas de colegas aposentados ou doentes.
As soluções passam pelo reforço da formação de docentes, divisão de turmas, levar as turmas ao limite de alunos, e pela colaboração com os municípios. O ministro garantiu que o objetivo é garantir que nenhum aluno na escolaridade obrigatória fica sem acesso ao ensino. A declaração foi feita à margem da ativação da Chave Móvel Digital numa escola em Carnaxide, Oeiras.




