A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, a juíza Carmem Lobo, anunciou que o "sim" venceu o referendo sobre a entrada em vigor de uma nova Constituição, com 70% dos votos. Dos 914.428 eleitores inscritos, 572.714 exerceram seu direito de voto, tendo 383.117 votado a favor da nova Constituição e 160.904 votado "não", correspondendo a 30%.
O referendo ocorreu no domingo e o povo guineense foi chamado a se pronunciar sobre a nova Constituição. A CNE confirmou que, com este resultado, o voto "sim" obteve a maioria.
A oposição considerou o referendo constitucional um "fracasso total" devido a uma taxa de abstenção superior a 90%. Os militares guineenses tinham protagonizado um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastando do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló.
A nova Constituição reforça os poderes do chefe de Estado. Segundo a oposição, trata-se de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.




