As empresas portuguesas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho de 2026, representando um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo de 2025, quando foram registados 293 casos. Este é o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando tinham sido registados 420 despedimentos coletivos nos primeiros sete meses desse ano. A Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) é a fonte responsável pela divulgação destes dados.
Dos 375 despedimentos coletivos comunicados, a distribuição por dimensão de empresa revela que 105 foram de microempresas, 174 de pequenas empresas, 68 de médias empresas e 28 de grandes empresas. Em termos regionais, Lisboa e Vale do Tejo lidera com 221 despedimentos coletivos, seguida pelo Norte com 104, pelo Centro com 36 e pelo Alentejo e Algarve com sete cada.
No entanto, o número de trabalhadores efetivamente abrangidos por estes processos caiu significativamente. Até julho, foram despedidos 4.055 trabalhadores em processos de despedimentos coletivos, uma redução de 11,4% face aos 4.578 registados no período homólogo de 2025. Em termos globais, o número de trabalhadores abrangidos caiu 9,3%, passando de 4.688 para 4.250.
Relativamente ao mês de julho especificamente, foram efetivamente despedidos 624 trabalhadores, um valor inferior aos 781 registados no mesmo mês de 2025. A região de Lisboa e Vale do Tejo concentrou 63% destes despedimentos, com 391 trabalhadores. As indústrias transformadoras foram a atividade com maior número de trabalhadores despedidos, sendo que a redução do número de trabalhadores foi a principal razão apontada (78%), seguida pelo encerramento definitivo (14%) e pelo encerramento de uma ou várias secções (8%).




