John Ternus assume a liderança da Apple: do iPhone dobrável à IA, os desafios do novo CEOFoto de Earnest Joseph Odom no Pexels
Negócios
Технологии

John Ternus assume a liderança da Apple: do iPhone dobrável à IA, os desafios do novo CEO

Eco1 de setembro de 2026 às 15:55

John Ternus assumiu nesta terça-feira a liderança da Apple, sucedendo Tim Cook como CEO da gigante tecnológica de Cupertino. Aos 51 anos, o novo líder é engenheiro mecânico de formação, entrou na Apple em 2001 e passou mais de duas décadas na empresa, onde supervisionou a engenharia de hardware de várias gerações do iPad, iPhone, AirPods, Apple Watch, Vision Pro e liderou a transição dos Mac para os processadores Apple Silicon. Tim Cook passa a ocupar o cargo de chairman executivo do conselho de administração, mantendo-se ligado à empresa após 15 anos à frente da liderança executiva.

O principal desafio de Ternus é acelerar na corrida da inteligência artificial, em um momento em que a Apple procura consolidar o Apple Intelligence como peça central do seu ecossistema. A empresa enfrenta concorrência de grupos como Google, Microsoft, Anthropic e OpenAI, que estão mais avançados neste campo. A nova versão da assistente Siri apresentada em junho tem chegado com limitações de disponibilidade e continua dependente de exigências regulatórias em mercados como a União Europeia e a China.

No próximo dia 9 de setembro, a Apple realiza o seu evento anual onde deverá apresentar o primeiro iPhone dobrável da marca, naquele que será o primeiro grande palco de Ternus como CEO. Este lançamento marcaria a entrada da Apple em um segmento onde Samsung, Xiaomi, Huawei e Honor já operam há vários anos. O novo CEO terá de demonstrar que consegue traduzir o seu conhecimento profundo de hardware em uma onda de inovação, depois de a empresa ter sido frequentemente criticada por apresentar evoluções incrementais.

Na China, Ternus enfrentará uma equação complexa. O país é simultaneamente um mercado fundamental para as vendas da Apple e o principal centro da sua cadeia de produção, mas a concorrência dos fabricantes locais tem aumentado e as tensões entre Washington e Pequim criam riscos adicionais. A Apple estará desenvolvendo um modelo de linguagem próprio para o mercado chinês com o apoio da Alibaba, em uma tentativa de adaptar o Apple Intelligence às regras locais e recuperar competitividade.

Notícias relacionadas

Negócios

Consumo de eletricidade sobe 3,1% até agosto com produção solar atingindo recorde

O consumo de eletricidade em Portugal cresceu 3,1% nos primeiros oito meses do ano, impulsionado pela produção solar que alcançou um novo recorde de potência em agosto, segundo dados da REN - Redes Energéticas Nacionais. A energia solar continua a ganhar importância no mix energético português, contribuindo para suprir o aumento da demanda elétrica no país.

RTP Notícias01/09/26, 17:00
Negócios

EUA concedem petróleo da Venezuela por 100 anos

Os Estados Unidos concederam à empresa NABEP direitos de perfuração em 17 campos petrolíferos na Venezuela, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris, num acordo que se prolonga por 100 anos. O acordo foi negociado entre a administração Trump e a presidente interina Delcy Rodríguez. Como parte do pacto, o Pentágono ficará com 35% da empresa-mãe responsável pela operação.

Observador01/09/26, 16:51
Negócios

Governo prevê impacto de 4.783 ME no próximo ano com medidas já tomadas

O Governo português prevê que as medidas económicas já adotadas terão um impacto de 4.783 milhões de euros no próximo ano, continuando a refletir-se nas contas públicas em 2027, sem ainda incluir novas políticas do próximo orçamento.

RTP Notícias01/09/26, 16:50
Lisboa escapa às perdas europeias com impulso do setor energético
Negócios

Lisboa escapa às perdas europeias com impulso do setor energético

Os mercados europeus registaram quedas significativas devido ao agravamento do conflito no Médio Oriente e às expectativas de novas subidas das taxas de juro provocadas pela inflação elevada. No entanto, o índice bolsista português conseguiu escapar a estas perdas e manteve-se em terreno positivo, impulsionado pelo forte desempenho das ações da Galp e do grupo EDP, que compensaram o clima de aversão ao risco verificado nos mercados continentais.

Jornal de Negócios01/09/26, 16:46