A MC, dona do Continente, está investindo cerca de 500 mil euros num programa de capacitação em inteligência artificial que vai formar 4.000 colaboradores. O programa, designado "Enterprise AI Adoption", é estruturado e modular, tendo sido desenvolvido com base num assessment respondido por quatro mil pessoas. A formação será disponibilizada de forma faseada através de percursos de e-learning, com o objetivo de reforçar o letramento em IA e criar uma base comum de conhecimento na organização.
A empresa estima que, num ano, as novas ferramentas de IA permitirão economizar cerca de 100 mil horas de trabalho. As tarefas impactadas incluem reuniões, processamento e sumarização de documentos, automação de processos de pesquisa e investigação, validação de inventários e processamento de informação. A MC defende que essa economia de tempo está permitindo aos colaboradores focarem-se em tarefas de maior valor que requerem conhecimento e intuição humana.
A MC pretende criar uma abordagem transversal à capacitação em IA, envolvendo diferentes níveis da organização e acompanhando a evolução das competências necessárias para responder aos desafios e oportunidades da tecnologia. De acordo com um estudo recente do Banco Central Europeu, mais da metade dos trabalhadores das empresas da Zona Euro já utiliza IA, embora o impacto na produtividade permaneça desigual e a adoção continue condicionada. As principais preocupações apontadas pelo BCE são a confiabilidade das ferramentas e a falta de apoio por parte dos empregadores.




