O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) realizou uma operação nesta terça-feira contra um grupo criminoso que explorava as cantinas instaladas em presídios do estado. A organização, chamada de "máfia das cantinas", manteve um esquema de monopólio por quase dez anos para eliminar a concorrência nas licitações destinadas à administração dos espaços.
De acordo com o MPRJ, o grupo contava com a aliança de agentes públicos, incluindo um Subsecretário de Estado. Os criminosos eliminavam concorrentes e controlavam as licitações para explorar comercialmente as cantinas dentro das unidades prisionais.
Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas pelo esquema. O GAECO estima que o prejuízo causado aos cofres públicos seja superior a R$ 25 milhões, valor referente aos anos de atuação da organização criminosa no sistema prisional fluminense.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que participou da operação e que as atividades das cantinas nos presídios foram encerradas em 2024, durante a atual gestão.




