Em agosto de 2026, o preço médio nacional da gasolina nos Estados Unidos permaneceu acima de US$ 4 por galão durante todos os dias do mês pela primeira vez na história. No dia 31, último dia do mês, a média chegou a US$ 4,08 por galão, representando um aumento significativo em relação aos US$ 3,18 registrados no mesmo período do ano passado. O mês superou inclusive o antigo recorde de 2022, quando a média mensal havia ficado em US$ 3,97 por galão.
Motoristas de Orlando e de toda a Flórida acompanham com preocupação a escalada dos preços, já que o automóvel é o principal meio de transporte para grande parte da população. O impacto é sentido especialmente por trabalhadores que percorrem grandes distâncias diariamente e por milhares de famílias que enfrentam mais uma pressão sobre o orçamento mensal. A cidade, uma das mais visitadas dos Estados Unidos, também possui intensa circulação de turistas e veículos, e o aumento pode afetar empresas e serviços ligados ao setor turístico.
Entre os principais fatores para o aumento estão a alta do petróleo no mercado internacional e as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das regiões mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo. O petróleo Brent ultrapassou os US$ 90 por barril, enquanto o petróleo de referência nos Estados Unidos foi negociado acima dos US$ 86 por barril.
O governo americano busca alternativas para aumentar a oferta de petróleo, incluindo um acordo envolvendo reservas petrolíferas da Venezuela. No entanto, especialistas alertam que qualquer redução significativa nos preços pode levar tempo, já que a recuperação da produção venezuelana exigiria investimentos elevados e melhorias na infraestrutura do país. Enquanto isso, os moradores de Orlando e da Flórida continuam acompanhando os preços nas bombas, com a expectativa de que uma eventual queda no preço do petróleo possa trazer algum alívio nos próximos meses.




