O PIB da agropecuária brasileira cresceu 2,8% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre do ano, segundo dados do IBGE divulgados nesta terça-feira. O avanço foi impulsionado pela produção recorde da safra 2025/2026, que está em seus momentos finais, permitindo ao agronegócio acumular safras recordes consecutivas.
No entanto, o otimismo com os resultados recentes contrasta com as preocupações para o futuro. Produtores de todo o Brasil acompanham atentamente as nuvens no céu e os modelos de previsão climática, diante da perspectiva de um El Niño forte, fenômeno marcado pelo aquecimento das águas do Pacífico, iniciado em meados do ano, que ameaça a próxima safra de grãos.
A próxima safra está programada para começar em meados de setembro e se estender até agosto de 2027. Uma eventual quebra na produção chegaria em um cenário de crise financeira no setor, com margens operacionais apertadas, agravando os problemas já enfrentados pelos agricultores.
O Brasil também enfrenta desafios estruturais. O país possui a menor cobertura de seguro rural em 20 anos e capacidade de armazenamento para apenas 61,7% da supersafra, o menor patamar já registrado, o que deixa o setor ainda mais vulnerável diante das adversidades climáticas esperadas.




