As inscrições para a terceira edição do Prêmio de Pesquisa Científica Dr. Mário Fonseca terminam em 31 de agosto, em um momento em que o Município de Lousada ambiciona утвердить esta iniciativa como referência nacional na pesquisa em Ciências da Saúde. O presidente da Câmara Municipal, Nelson Oliveira, sublinha que Lousada foi o primeiro município do país a criar e financiar um prêmio dedicado especificamente à pesquisa nesta área, o que representa, segundo o prefeito, "uma responsabilidade que assumimos com orgulho".
O prêmio, no valor de 30 mil euros, é dirigido a pesquisadores juniores com doutorado concluído há menos de dez anos. Nelson Oliveira explica que é nesta fase que muitos pesquisadores enfrentam maiores dificuldades de financiamento, sendo que "em todas as edições temos tenido jovens pesquisadores de Lousada" entre os candidatos. O Município pretende assim apoiar quem está construindo a trajetória científica e despertar vocações nos jovens do município. A iniciativa conta com o apoio do SOMA GROUP, empresa de Lousada que contribui com 20 mil euros.
Entre os projetos já distinguidos, a primeira edição premiou Sandra Tavares, pesquisadora do i3S, pelo trabalho sobre uma nova abordagem de quimioterapia para o câncer de mama triplo negativo, desenvolvido em colaboração com o IPO-Porto e o Centro Hospitalar Universitário de Utrecht. Na segunda edição, a vencedora foi Andreia Mósca, do GIMM — Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, com um projeto sobre o impacto de vírus na infecção pela malária. Nelson Oliveira destaca que "o prêmio não termina no momento da entrega do cheque" e que os projetos winners têm vindo a progredir internacionalmente.
O Prêmio Dr. Mário Fonseca presta homenagem ao Dr. Mário Fonseca, conhecido como o "médico do povo", associando o seu nome à pesquisa científica para manter vivos os valores de serviço e dedicação. A iniciativa conta ainda com o professor Manuel Sobrinho Simões como embaixador, o que, segundo Nelson Oliveira, confere "um selo de credibilidade e de exigência científica". Os projetos candidatos podem ser desenvolvidos em instituições nacionais ou estrangeiras, permitindo criar pontes entre Lousada e centros de pesquisa internacionais.




