Algumas espécies de insetos-pau do gênero Timema se reproduzem sem sexo há mais de um milhão de anos, e em certos casos há quase dois milhões de anos. Esta é a duração mais longa de reprodução assexuada conhecida entre os insetos, o que torna o fenômeno particularmente impressionante para os pesquisadores.
Agora, um novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences revela que, apesar de não recorrerem à reprodução sexuada há centenas de milhares de anos, os mecanismos genéticos associados a essa forma de reprodução permanecem intactos nesses insetos.
O estudo mostra que o corpo desses insetos-pau ainda mantém os mecanismos genéticos relacionados com a reprodução sexuada, mesmo após todo esse tempo sem recorrer a ela. Essa descoberta torna o caso desses insetos ainda mais fascinante, sugerindo que a informação genética associada à reprodução sexuada não desapareceu completamente.
Essa pesquisa oferece novas perspectivas sobre a capacidade de sobrevivência a longo prazo de espécies que abandonaram a reprodução sexuada, um fenômeno raro no mundo animal, onde a reprodução sexuada é geralmente considerada a norma evolutiva.




