Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, conseguiram derreter diamante em laboratório sob condições extremas de pressão e temperatura. O experimento foi realizado no Laboratório de Laser Omega, da Universidade de Rochester, e os resultados foram publicados em 13 de agosto na revista Nature Physics.
O teste utilizou um laser para atingir a camada externa de uma amostra de diamante e produzir uma onda de choque em seu interior. Por uma fração de segundo, o material foi submetido a uma pressão três vezes superior à do núcleo terrestre e a temperaturas próximas às da superfície do Sol. Os pesquisadores acompanharam as mudanças com instrumentos de medição, incluindo uma técnica de raios-X.
A pesquisa ajuda a esclarecer como o carbono pode se comportar no interior de Urano e Netuno, planetas onde existe a hipótese de uma "chuva de diamantes". Os cientistas buscam compreender as condições extremas existentes nesses corpos celestes, onde o carbono poderia se cristalizar em forma de diamante e cair em direção ao núcleo planetário.




