Sánchez aponta à Rússia e Israel na crise de Ceuta. "Só que não foi Moscovo que os transportou de camião" e Telavive "não tem nem nunca teve" uma política de desinformação como a russaFoto de Ələmdar Manafov no Pexels
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Sánchez aponta à Rússia e Israel na crise de Ceuta. "Só que não foi Moscovo que os transportou de camião" e Telavive "não tem nem nunca teve" uma política de desinformação como a russa

CNN Portugal1 de setembro de 2026 às 08:00

Pedro Sánchez apontou à Rússia e a Israel como responsáveis pela crise migratória em Ceuta, sugerindo que ambos os países terão recorrido à desinformação para agravar a situação. O primeiro旅minister espanhol associou Moscovo e Telavive a campanhas de desinformação que terão influenciado o fluxo massivo de migrantes para o enclave espanhol.

Jorge Silva Carvalho, antigo diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa), reconhece que a Rússia utiliza há anos a imigração como instrumento de guerra híbrida e as redes sociais para acentuar divisões nas democracias europeias, considerando que "isso não é discutível". No entanto, o ex-responsável dos serviços de informações alertou para a necessidade de distinguir entre a atuação russa conhecida e as acusações específicas feitas por Sánchez.

Segundo Silva Carvalho, há uma diferença fundamental entre reconhecer o padrão de comportamento da Rússia e concluir que Moscovo terá provocado diretamente a entrada em massa de migrantes em Ceuta. O antigo diretor do SIED defendeu que colocar Israel "no mesmo plano" da Rússia em matéria de desinformação é um erro, uma vez que Telavive "não tem nem nunca teve" uma política de desinformação comparável à russa.

O ex-responsável dos serviços de informações explicou ainda como estas campanhas de desinformação funcionam, por que continuam eficazes e onde procuram ferir as sociedades democráticas. Na sua perspetiva, o objetivo principal destas operações "não é discutível" é potenciar os extremos dentro das sociedades que visam.

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