UE vai suspender compra de carnes do Brasil a partir de quinta-feira, diz eurodeputadoFoto de Raul Corrado no Pexels
Negócios

UE vai suspender compra de carnes do Brasil a partir de quinta-feira, diz eurodeputado

Jornal Económico1 de setembro de 2026 às 07:44

O eurodeputado irlandês Ciaran Mullooly anunciou nesta terça-feira que a União Europeia vai bloquear a importação de carnes brasileiras a partir de quinta-feira, 3 de setembro. A proibição da carne bovina do Brasil foi confirmada pelo gabinete do Comissário Europeu para a Saúde e o Bem-Estar Animal, Oliver Varhelyi.

A Comissão Europeia justificou a exclusão do Brasil por considerar que o país não cumpre as exigências relacionadas com o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação. Em maio, a UE já tinha retirado o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano.

Mullooly indicou que a proibição abrange não apenas a carne bovina, mas também aves, ovos, mel, tripas e pescados de origem brasileira. Apesar dos apelos de Brasília para reverter ou prorrogar a medida, a Comissão Europeia confirmou que as questões de segurança alimentar não foram resolvidas.

Documentos oficiais revelados pela agência portuguesa mostram que o Governo brasileiro atribuiu parte da responsabilidade pela exclusão ao setor privado, afirmando que a adaptação às novas exigências sanitárias dependia "em grande medida" das empresas brasileiras. A autoridade europeia também criticou a "recorrente falta de informações completas" enviadas pelo Brasil entre 2023 e 2026.

Notícias relacionadas

Negócios

Programa do Fórum Público 2026 Agora Disponível

O Fórum Público de 2026 da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o tema "Potencializando o Futuro", realizará 113 sessões sobre comércio de serviços de 15 a 17 de setembro. O evento é organizado por governos membros, empresas, ONGs, instituições acadêmicas e organizações internacionais, com transmissões ao vivo para ampliar a participação global. As inscrições estão abertas e espera-se grande audiência interessada em comércio e relações internacionais.

Notícias Portugal01/09/26, 09:57
Negócios

Japão: juros a 10 anos sobem a 3%, máximo desde 1996 com subidas a marcar G20

A taxa de juros da dívida pública japonesa a 10 anos atingiu 3% pela primeira vez desde 1996, refletindo uma venda global de ativos de renda fixa, enquanto o Secretário do Tesouro dos EUA instou Tóquio numa reunião do G20 a acelerar as altas das taxas de juros, sinalizando pressão internacional sobre a política monetária japonesa.

Euronews Portugal01/09/26, 09:55
Negócios

Casa Financeira aposta num ecossistema único para crédito, seguros e imobiliário

A Casa Financeira lançou-se esta terça-feira no mercado português com uma proposta integrada que reúne crédito habitação, crédito ao consumo, seguros e mediação imobiliária num único ecossistema. A nova marca, nascida da Proposta Eloquente (sociedade fundada em 2017 e registada no Banco de Portugal), conta com mais de 300 milhões de euros em crédito intermediado e onze instituições financeiras parceiras. O modelo assenta numa rede de especialistas locais apoiados por uma plataforma tecnológica proprietária e AI Native, com formação contínua através da Academia Casa Financeira, permitindo aos clientes acompanhamento presencial ou remoto. A inteligência artificial está integrada desde a origem no CRM da empresa, automatizando processos e libertando os especialistas para focarem na relação com o cliente. O chairman Ricardo Costa afirma que o objetivo é construir uma relação continuada de proximidade e confiança com os clientes.

Jornal Económico01/09/26, 09:53
Negócios

Reservas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo desde 1982

As reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos atingiram o nível mais baixo desde 1982 em 31 de agosto, com 289,7 milhões de barris, podendo cair para 243 milhões se o Presidente Donald Trump liberar mais 39 milhões de barris. A Casa Branca revelou detalhes de um acordo com a Venezuela, descrito como o "maior acordo petrolífero" da história mundial, que concede aos EUA controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas. O acordo, assinado pelo Secretário de Estado Marco Rubio e pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth, através da empresa North American Blue Energy Partners, garante aos EUA uma participação de 35% na empresa controladora, direitos de compra de 20% da produção ao custo de produção para reabastecer a reserva estratégica esgotada por Joe Biden, e poder de veto sobre indicações para o conselho de administração.

Jornal Económico01/09/26, 09:49