Onde a "cortina de ferro" dividiu um cemitérioFoto de Ayşegül Aytören no Pexels
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Военный конфликт

Onde a "cortina de ferro" dividiu um cemitério

Público1 de setembro de 2026 às 06:05

Até as campas foram atravessadas pela geopolítica, em Miren, na Eslovénia. Este cemitério ficou dividido pela "cortina de ferro" durante o período da Guerra Fria, quando a região foi separada entre o bloco ocidental e o bloco soviético. A fronteira atravessou literalmente um espaço de descanso eterno, simbolizando como a divisão entre leste e oeste penetrou todos os aspetos da vida, incluindo os locais de memória e homenagem aos mortos.

Gorizia e Nova Gorica são duas cidades que partilham uma praça comum, mas esta não é a única coisa que as une. A fronteira que separava a Itália da antiga Jugoslávia passava entre estas duas localidades, criando uma divisão que afetou profundamente a vida dos seus habitantes durante décadas. Após a queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, estas cidades começaram a aproximar-se novamente.

Um piquenique de estilo austro-húngaro tornou-se num símbolo do processo de reconciliação que ajudou a acabar com a Guerra Fria na região. Este evento festivo e simbólico representou a superação das divisões impostas pela geopolítica e marcou o início de uma nova era de cooperação e entendimento entre as comunidades que haviam sido separadas.

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