Donald Trump espera reunir-se esta semana com executivos das principais refinarias de petróleo dos Estados Unidos para avançar na concretização do acordo energético assinado com a Venezuela, que contempla o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com investimentos superiores a 100.000 milhões de dólares e um potencial de 65.000 milhões de barris de petróleo. O entendimento foi anunciado pelo magnata republicano na noite de sexta-feira e ratificado horas depois pela "presidenta encargada", Delcy Rodríguez.
O acordo gera interpretações contraditórias que se resumem em duas visões: "oportunidade" e "entrega". Sectores analisam que o petróleo acabou com 13 anos de Nicolás Maduro no poder e agora ameaça provocar fracturas tanto no que resta do madurismo como na própria oposição, cuja perplexidade aumentou depois de Trump ter qualificado Rodríguez como "a muito respeitada presidente encargada".
O plano energético bilateral foi apresentado como um acordo de longo prazo que poderia transformar a indústria petrolífera venezuelana, atraindo capital estrangeiro e tecnologia estadounidense para a exploração dos vastos recursos petrolíferos do país sul-americano, que possui as maiores reservas comprovadas de crude do mundo.




