O Secretário do Exército norte-americano, Dan Driscoll, apresentou a demissão ao Presidente Donald Trump, confirmou a Casa Branca. A decisão foi avançada inicialmente pelo Wall Street Journal e pela CNN, que citaram fontes próximas do assunto. Uma das fontes afirmou à CNN que a demissão era esperada, dada a tensão entre Driscoll e o Secretário da Defesa, Pete Hegseth. A NBC tinha noticiado na semana anterior que Driscoll tinha informado pessoas próximas de que gostaria de renunciar a partir do Dia do Trabalho, celebrado a 7 de setembro, embora Trump pretendesse que se mantivesse no cargo até ao final do ano.
Daniel P. Driscoll foi o 26.º Secretário do Exército dos EUA, empossado a 25 de fevereiro de 2025 após nomeação por Trump e confirmação pelo Senado. Participou na Guerra do Iraque e, após deixar o serviço ativo, frequentou a Faculdade de Direito de Yale, onde conheceu JD Vance, atual vice-presidente. No setor privado, ocupou cargos de liderança na banca de investimento e fundos.
Hegseth tem vindo a destituir abruptamente vários dos principais generais das Forças Armadas, incluindo o general Randy George em abril. Driscoll era aliado de George e lamentou a sua saída, tendo visitado a família de George após a demissão. O general Christopher Donahue demiteuse inesperadamente em junho. O general Christopher LaNeve, que ascendeu rapidamente sob a liderança de Hegseth, ocupa interinamente o lugar de chefe do Estado-Maior do Exército.
Ao anunciar a saída, a Casa Branca não apresentou motivos mas elogiou o trabalho de Driscoll na promoção da agenda de Trump e na restauração da prontidão e letalidade das forças. Por ordem de LaNeve, está a ser encerrado um programa de modernização de drones que Driscoll tinha anunciado, e uma unidade do Exército sediada na Europa foi ordenada a abandonar a construção de drones e regressar à infantaria tradicional.




