Duas mulheres, uma de 20 anos e outra de 43 anos, foram condenadas à morte por um tribunal em Isfahan, no Irã, por terem participado nos protestos antigovernamentais que ocorreram em janeiro.
As duas manifestantas foram acusadas de envolvimento nos protestos que desafiaram o regime de Teerão, numa onda de contestação que abalou o país nos últimos meses. As sentenças foram pronunciadas num momento em que o regime iraniano intensifica a repressão contra os participantes dos protestos, que eclodiram após a morte de Mahsa Amini em setembro de 2022.
A condenação à morte destas duas mulheres marca uma escalada significativa na resposta do governo iraniano aos manifestante. Organizações de direitos humanos têm condenado as sentenças, considerando-as uma violação grave dos direitos fundamentais e um exemplo da repressão sistemática contra a sociedade civil no Irã.
As duas acusadas foram julgadas por um tribunal revolucionário em Isfahan, uma das cidades que foi palco de protestos intensos nos últimos meses. As autoridades iranianas têm utilizado leis antiterrorismo e outras disposições legais controversas para processar os manifestante, muitos dos quais enfrentam acusações que podem resultar em penas de morte.
A comunidade internacional tem expressado preocupação com a situação dos direitos humanos no Irã, pedindo ao regime de Teerão que respeite o direito à liberdade de expressão e de reunião pacífica. No entanto, o governo iraniano tem reiterado que não tolerará o que considera como atos contra a segurança nacional.



