Os tempos de espera nos serviços de urgência em Portugal permanecem acima dos níveis recomendados, mantendo uma situação de crise que afeta os hospitais em todo o país. A situação é particularmente grave no Hospital Amadora-Sintra, onde um doente classificado como urgente chegou a aguardar oito horas pela primeira observação médica.
Um sindicato do setor alertou que esta crise não é sazonal, ou seja, não se limita aos períodos de maior procura como o inverno. O sindicato enfatizou que o problema estrutural principal é o desfalque das equipas médicas e de enfermagem durante todo o ano, não apenas em alturas específicas.
Esta escassez de profissionais nas urgências tem vindo a acumular-se ao longo do tempo, criando uma pressão constante sobre os serviços que não consegue ser aliviada apenas com medidas temporárias. Os profissionais alertam que sem uma resolução estrutural do problema de recursos humanos, a situação nas urgências continuará crítica independentemente da época do ano.




