Quase mil pessoas morreram nas cheias repentinas que atingiram o Nepal, com o número de desaparecidos a aproximar-se dos cinco mil. Cerca de mil pessoas permanecem presas em túneis na sequência da tragédia.
Perante a sobrecarga causada pelo elevado número de mortos e sem capacidade para manter todos os corpos refrigerados até serem identificados pelas famílias, as autoridades nepalesas começaram no sábado a enterrar as primeiras vítimas em valas comuns, numa tentativa de evitar riscos sanitários decorrentes da decomposição dos corpos.
A medida gerou indignação e controvérsia no país, que tem maioria hindu, onde rituais funerários têm grande importância religiosa e cultural. As famílias afetadas manifestaram o seu protesto contra a decisão das autoridades de proceder a enterros coletivos sem possibilidade de identificação prévia.




