O tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso preventivamente no último sábado por suspeita de integrar uma organização criminosa que fazia segurança privada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Flores e outros três policiais militares por integrarem a organização criminosa. O tenente-coronel era o único que ainda estava solto e se apresentou espontaneamente após a Justiça Militar expedir o mandado de prisão.
De acordo com a Promotoria, os PMs utilizavam treinamento e armas da corporação para fazer a segurança privada dos executivos da empresa. O esquema envolvia integrantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da polícia militar.
Segundo a denúncia, Flores era gerente de empresas de segurança em nome de familiares utilizados como "laranjas" e determinava a emissão de notas frias para dar aparência de legalidade aos serviços prestados.




