A abertura do encontro dos ministros das Finanças do G20 em Asheville, nos Estados Unidos, foi marcada por um atrito entre os anfitriões americanos e aliados europeus após a confirmação de última hora da participação do representante russo Anton Siluanov. As delegações de países ocidentais que apoiam a Ucrânia na guerra contra Moscou protestaram contra a presença do russo, ameaçando comprometer o evento.
O governo republicano dos EUA pretendia usar o encontro para convencer países poderosos a se somarem à sua guerra econômica contra o Irã. No entanto, a presença de Siluanov gerou um constrangimento e desviou a atenção do objetivo principal da reunião.
As principais capitais europeias têm demonstrado apoio à Ucrânia desde os primeiros dias da invasão russa, em fevereiro de 2022. Além de pacotes de ajuda econômica e militar a Kiev, os países europeus têm trabalhado para isolar econômica e politicamente Moscou, e não querem dar qualquer indicativo de mudança de posição.
O momento é especialmente sensível porque as forças russas têm ampliado os bombardeios a Kiev. O convite americano ao representante russo foi considerado um constrangimento pelas delegações europeias, que buscam manter o isolamento internacional da Rússia.




