A Carris vai lançar no primeiro trimestre de 2027 um concurso público internacional para a reconstrução do Elevador da Glória, em Lisboa. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Rui Lopo, durante uma coletiva de imprensa na Ordem dos Engenheiros, quase um ano depois do acidente de 3 de setembro de 2025 que provocou 16 mortos. A inúmeras do novo elevador está prevista para 2029.
Rui Lopo salientou que se trata de uma nova instalação e não de uma reconstrução, enfatizando que o novo equipamento terá de ser absolutamente seguro, respeitando simultaneamente a identidade e a história do local. O arquiteto Ricardo Bak Gordon foi convidado para integrar a equipe de trabalho no caderno de encargos, que incluirá também a requalificação da Calçada da Glória, que vai da rua de São Pedro de Alcântara até os Restauradores. A zona do Elevador da Glória é monumento nacional.
Gonçalo Reis, vice-presidente da câmara municipal de Lisboa, adiantou que pretendem uma solução robusta que siga as melhores práticas mundiais de segurança, que revitalize o espaço público e que respeite a personalidade do elevador. O arquiteto Bak Gordon pretende reabilitar a Chafariz da Glória, de 1754, e a iluminação histórica, tendo destacado que grandes acidentes são oportunidades para olhar para o futuro.
Nem o vice-presidente da câmara nem o CEO da Carris avançaram valores para o projeto. O relatório final do GPIAAF sobre o acidente não ficará concluído em setembro, como estava previsto, devendo ser publicado até o final do primeiro trimestre de 2027. A seguradora Fidelidade revelou ter assumido o reembolso de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente, tendo já concluído acordos de indenização com quatro famílias e encontrando-se em negociação sete processos. A Carris informou ainda ter terminado todos os contratos com a MNTC, empresa responsável pela manutenção do elevador quando ocorreu o acidente.




