O Papa Leão XIV enviou uma mensagem ao clero de Portugal, que foi divulgados pelo núncio apostólico D. Andrés Carrascosa Coso na sessão de abertura do XI Simpósio do Clero, que decorre em Fátima até o dia 3 de setembro. Na mensagem, o Papa pede aos sacerdotes que rejeitem «entusiasmos ingênuos» e «medos estéreis», evitando palavras que humilham ou dividem, e que multipliquem a franqueza que ilumina e abre caminhos. O Papa afirma que é importante contar com a diversidade e até com as tensões no ambiente sacerdotal, porque o Espírito Santo serve-se criativamente de tudo para reacender o zelo pela missão comum.
Na sua comunicação aos participantes, o núncio apostólico sublinhou que o segredo para um «sacerdócio são» é não caminhar sozinho, alertando que ninguém que não é acompanhado sabe acompanhar. D. Andrés Carrascosa Coso referiu-se ao clericalismo como uma «ferida na comunhão» e lembrou que a Igreja precisa de ministros que levem «o coração do Evangelho», colocando a caridade na base de todas as atividades pastorais.
O XI Simpósio do Clero, que tem como tema «Irmãos no sacerdócio e testemunhas do Evangelho», não segue o formato habitual de conferências sucessivas, mas incorpora os resultados de um inquérito anônimo sobre os «Desafios da Vida Sacerdotal em Portugal», realizado entre os participantes. O inquérito inclui dados sobre o cuidado emocional, espiritual e psicológico de cada padre, visando a reflexão sobre a integração psicoespiritual no exercício do ministério pastoral.
A sessão de abertura contou ainda com a intervenção de D. Vitorino Soares, presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, que promove o Simpósio. O bispo referiu-se aos trabalhos como «um tempo especial de encontro, de comunhão e de visibilidade da Igreja», convidando os participantes a redescobrir a beleza de caminharem juntos, fortalecendo os vínculos de fraternidade e renovando o compromisso evangelizador.




