A Segurança Social portuguesa registrou um excedente de 4.415,8 milhões de euros até julho, um valor superior aos 3.214,9 milhões de euros documentados no mesmo período do ano anterior. Este resultado representa uma melhoria significativa na situação financeira do sistema de Segurança Social.
A síntese de execução orçamental, publicada pela Entidade Orçamental (antiga Direção-Geral do Orçamento), revelou que a receita efetiva da Segurança Social atingiu 27.632,6 milhões de euros, um crescimento em relação aos 25.459,7 milhões de euros registrados no período homólogo. Por outro lado, a despesa efetiva situou-se nos 23.216,8 milhões de euros, comparando com os 22.244,8 milhões de euros do período anterior.
Entre janeiro e julho, as rubricas que mais cresceram foram o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens, com um aumento de 40,5%, o complemento da prestação social para a inclusão, com 39,8%, e o subsídio de apoio ao cuidador informal, com 21,1%.
No sentido contrário, verificaram-se diminuições na parcela de atualização extraordinária de pensões, com uma queda de 33%, nos subsídios correntes associados a Programas Operacionais, com uma descida de 9,5%, e nas ações de formação profissional com suporte no Fundo Social Europeu, que diminuíram 9,3%.




