O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, prometeu no domingo eliminar o "complicómetro" e continuar com reformas para melhorar o ambiente de negócios no país. Na abertura da 61.ª Feira Internacional de Maputo (Facim), Chapo defendeu que não existe investimento sustentável sem confiança, previsibilidade e transparência, reiterando a abertura de Moçambique ao investimento nacional e estrangeiro focado na inovação e parcerias estratégicas.
O chefe de Estado anunciou que o Governo criou o Gabinete de Reformas e Projetos Estratégicos na Presidência da República para aprovar leis que dificultam o crescimento económico. Chapo comprometeu-se a simplificar procedimentos administrativos, digitalizar serviços públicos, reduzir custos e reforçar a previsibilidade regulatória para tornar o país mais competitivo.
Na sua intervenção, o Presidente sublinhou que a solução para o problema de divisas passa pelo aumento da produção nacional e das exportações. "Por isso, as vossas conquistas demonstram que exportar não é apenas vender para o exterior. É provar ao mundo que Moçambique sabe produzir, sabe competir e sabe vencer", declarou.
A 61.ª Facim decorre até 5 de setembro no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, com a participação de quase 3.000 expositores de 29 países, incluindo 600 empresas estrangeiras e 2.300 nacionais. O Brasil é o país convidado de honra e Portugal participa com mais de 100 empresas, incluindo o secretary de Estado da Economia e a presidente da AICEP.




