A rivalidade entre o Braga e o Vitória atravessa gerações e mais de 160 jogos oficiais. No retrospectivo geral, o Braga leva ligeira vantagem, mas o Vitória guarda memórias recentes bem doces, como a conquista da Copa da Liga. Separadas por pouco mais de 20 quilômetros, as duas cidades vivem este jogo como um assunto quase de bairro, onde o orgulho pesa tanto ou mais do que a tabela classificativa.
O Braga chega a este derby envolto em interrogações. Carlos Vicens ainda está conhecendo o grupo em competição oficial, uma vez que o longo percurso europeu obrigou a adiar duas rodadas do campeonato, e este é apenas o segundo jogo dos bracarenses no Brasileirão esta temporada. É uma equipe ainda tentando encontrar o seu ritmo competitivo sob um técnico espanhol formado na escola do Manchester City, que tem pela frente o desafio de gerenciar a intensidade emocional de um derby com um elenco ainda pouco rodado.
O Vitória, pelo contrário, chega em crescimento. A equipe vem de vencer o Nacional, a primeira vitória da temporada, e vive a estreia de Tiago Margarido no banco de um derby, o batismo mais exigente que há. Margarido é jovem e ambicioso, e sabe que um resultado positivo na Pedreira vale, para a massa associativa vitoriana, mais do que qualquer discurso de apresentação. A equipe parece ter mais rodagem competitiva do que o rival nesta noite.
Fora de campo, são esperados entre 15 e 17 mil torcedores do Braga e cerca de 1.600 do Vitória, num total que poderá chegar aos 18.600 espectadores na Pedreira.




