A companhia aérea Air Macau conseguiu reduzir seu prejuízo em 14,2% na primeira metade do ano, para 331 milhões de yuan (42,4 milhões de euros), em comparação com igual período de 2025. Segundo o relatório financeiro da Air China, empresa mãe da transportadora, as receitas operacionais subiram 16% em termos homólogos, atingindo 1,74 mil milhões de yuan. O número de passageiros cresceu 7,9%, para 1,69 milhões, e a taxa média de ocupação dos voos aumentou 2,6 pontos percentuais, alcançando 78,34%.
A Air China justifica o aumento dos prejuízos do grupo, que totalizou 2,29 mil milhões de yuan, mais 26,6% do que na primeira metade de 2025, pelo incremento dos preços dos combustíveis. A Air Macau não registrou lucros desde 2020, quando teve início a pandemia da covid-19, que provocou restrições à entrada de turistas da China continental, o principal mercado para a região. Nos últimos seis anos, a companhia acumulou perdas de 3,89 mil milhões de yuan, incluindo 655 milhões de yuan só em 2025.
No final de 2024, os acionistas injetaram 1,6 mil milhões de patacas na Air Macau, dos quais 344,1 milhões de patacas em dinheiro público, naquela que foi a quarta injeção de capital na empresa desde 2009. Em fevereiro passado, Macau implementou um novo regime jurídico da aviação civil, que liberaliza o mercado e põe fim ao monopólio da Air Macau, vigente desde 1995. Até o momento, o Governo não emitiu concessões a qualquer outra companhia aérea.
O Aeroporto Internacional de Macau, inaugurado em 1995, opera atualmente voos regulares de passageiros para 47 destinos na China, Taiwan, Sudeste Asiático, Japão e Coreia do Sul, através de 29 companhias aéreas. Em abril de 2025, arrancou a primeira rota de carga de longo curso entre Macau e Madrid, operada pela Ethiopian Airlines, e em junho seguinte foi assinado um acordo para a abertura de uma rota aérea direta de carga para a América Latina.




