Há exatamente 100 anos, a ilha do Faial foi atingida por um dos sismos mais destrutivos de sua história. O abalo de 31 de agosto de 1926 ocorreu às 8h42, com epicentro no canal entre o Faial e o Pico, magnitude estimada entre 5,3 e 5,9 na escala de Richter e intensidade máxima de grau X na escala de Mercalli. O tremor provocou nove mortos, mais de 200 feridos e danos em 4.138 habitações. A destruição afetou sobretudo as freguesias de Conceição, Flamengos, Ribeirinha e Praia do Almoxarife, e patrimônio religioso como o Convento e Igreja do Carmo, o Convento de Santo António e a Igreja da Conceição.
A crise sísmica que levou ao grande tremor tinha começado em abril de 1926, com um primeiro evento sísmico que já tinha provocado danos significativos. A população afetada era de cerca de 20.000 pessoas. O Governo assumiu parte da resposta com apoios financeiros às vítimas, estimando-se em cerca de 91 mil contos o montante necessário para a reconstrução.
A história sísmica do Faial não terminou em 1926. A ilha voltou a sofrer sismos com consequências relevantes em 1973 e 1998, com algumas zonas, como a área da ponte dos Flamengos, a registarem danos repetidos. Em julho deste ano, dois sismos de baixa magnitude (2,8 e 2,7) foram sentidos na ilha num intervalo inferior a meia hora, classificados como de fraca intensidade.
O centenário do sismo está a ser inúmerado pelo Museu da Horta com uma ação de sensibilização e um simulacro, em colaboração com os Bombeiros Voluntários do Faial, dirigido a cerca de uma centena de crianças. Em maio, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores elevou de V0 para V1 o nível de alerta vulcânico no canal Faial-Pico devido ao aumento da atividade sísmica de baixa magnitude naquela estrutura geológica.




