A alemã OHB assinou um contrato de quase mil milhões de euros com a operadora europeia Société Européenne des Satellites (SES) para desenvolver 18 satélites que integrarão a IRIS 2, a futura constelação de satélites da União Europeia destinada a garantir aos Estados-membros uma rede de comunicação segura, incluindo para questões de defesa, como alternativa à norte-americana Starlink. Este é o primeiro grande contrato atribuído desde o arranque oficial da implementação da IRIS 2 e está integrado no segmento de satélites em órbita média da Terra do programa.
A SES lidera o segmento de órbita média da Terra no consórcio SpaceRISE, que inclui também a Eutelsat e a Hispasat. A constelação IRIS 2, estimada em cerca de dez mil milhões de euros, será composta por 348 satélites, dos quais 330 em órbita baixa e 18 em órbita média da Terra, após a Comissão Europeia ter acordado no início de agosto a entrada de 66 novos satélites no projeto. Os satélites a desenvolver pela OHB terão uma potência máxima de cerca de 15 quilowatts e uma massa de lançamento de aproximadamente 2,6 toneladas cada.
Os primeiros lançamentos estão previstos para 2029, com serviços iniciais disponíveis em 2030. Uma vez operacional, a constelação proporcionará conectividade soberana, segura e altamente fiável aos governos europeus, às forças de defesa e segurança e aos serviços de emergência em toda a Europa. Marco Fuchs, CEO da OHB SE, afirmou que o IRIS 2 representa mais um passo significativo rumo à independência da Europa e que a empresa está satisfeita por ter sido escolhida para o desenvolvimento destas plataformas de satélite.
Entre os parceiros industriais do projeto estão a Airbus Defence and Space, a Thales Alenia Space, a OHB e a Aerospacelab, juntamente com várias empresas de toda a cadeia de fornecimento europeia. Em Portugal, a Meo e a Thales estão a preparar uma proposta para, em consórcio, serem fornecedores de gateway de satélite ao consórcio SpaceRISE a partir dos teleportos de Alfouvar e Santa Maria, nos Açores.




