O artigo defende que a cultura deve ser tratada como um setor produtivo econômico, e não apenas como despesa social. Dados da UNESCO indicam que as indústrias culturais representam 3,1% do PIB mundial e 6,2% do emprego global. Na União Europeia, existiam 2,03 milhões de empresas culturais em 2022, gerando cerca de 503 mil milhões de euros em volume de negócios. No entanto, Portugal apresenta o menor peso relativo da cultura no Valor Acrescentado Bruto entre os seis Estados-membros com dados comparáveis, com apenas 2,3% em 2020, revelando um setor subfinanciado e excessivamente dependente de apoios públicos incertos.
Loulé surge como caso exemplar desta transformação. Após mais de duas décadas a tratar a cultura como investimento estrutural, o município construiu uma Estratégia Municipal de Cultura com




