Ana Abrunhosa defende no Brasil papel estratégico do patrimônio público em situações de criseFoto de Francisco Ferreira no Pexels
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Ana Abrunhosa defende no Brasil papel estratégico do patrimônio público em situações de crise

Campeão das Províncias31 de agosto de 2026 às 10:22

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, defendeu no Rio de Janeiro, durante o CIMI360 – Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, que a gestão do património público deve assumir um papel estratégico na preparação e resposta das cidades a situações de crise e calamidade. A autarca participou como oradora num painel dedicado à utilização de imóveis públicos em situações de desastre, realizado na sexta-feira.

Ana Abrunhosa considerou que os edifícios públicos vão muito além de abrigos temporários, funcionando como infraestruturas de segurança coletiva e instrumentos de proteção social. Defendeu que a resiliência deve deixar de ser uma política setorial e passar a ser um princípio estruturante de toda a ação pública, abrangendo desde a prevenção e preparação dos territórios até à resposta a emergências e posterior reconstrução. A presidente salientou ainda o papel dos municípios enquanto primeira linha de resposta, devido à proximidade aos territórios e populações, e apontou a articulação entre proteção civil, forças de segurança, serviços de saúde e sociedade civil como fundamental em situações de crise.

Durante a intervenção, Ana Abrunhosa recordou experiências do seu percurso como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e ministra da Coesão Territorial, bem como a resposta adotada em Coimbra perante as tempestades e o risco de cheias do Mondego, em fevereiro. A autarca defendeu uma maior integração da adaptação às alterações climáticas e da relação das cidades com os rios no planeamento urbano.

À margem do congresso, Ana Abrunhosa e o CEO do CIMI360, Heitor Kuser, assinaram um acordo de cooperação entre a Câmara Municipal de Coimbra e a organização do evento, válido inicialmente por dois anos. O acordo não prevê compromissos financeiros diretos e pretende promover a cooperação externa, a atração de investimento e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas relacionadas com o setor imobiliário e a transformação urbana. A deslocação ao Brasil insere-se numa agenda institucional dedicada à promoção da cidade, atração de investimento e troca de experiências nas áreas da regeneração urbana, desenvolvimento económico e resiliência.

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