O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, frequentemente designado como a "bazuca europeia", terminou com menor investimento de grande escala do que o inicialmente prometido. A substituição de grandes obras por compras de equipamentos foi uma das principais razões para esta diferença entre o planejado e o executado. Este fenômeno deixou um legado de investimentos de menor dimensão do que o esperado.
Entre os projetos emblemáticos que fazem parte do legado do PRR, destacam-se as agendas mobilizadoras, que representam alguns dos investimentos mais significativos concretizados. No entanto, vários projetos de grande escala acabaram por não se concretizar, criando pressão sobre as contas públicas nos próximos anos.
A Barragem do Pisão e o metrô de Lisboa são exemplos de investimentos que foram abandonados mas que continuarão representando encargos para as finanças públicas. Estes projetos adiados levantam questões sobre a sustentabilidade fiscal futura e a capacidade de concretizar infraestruturas essenciais.
O artigo menciona ainda outros projetos que marcaram o PRR, como a aquisição de aviões, o BEN e o metrô do Porto, cinco anos após o início do plano. Estas aquisições e projetos ilustram a diversidade de investimentos incluídos no programa europeu de recuperação.




