A Guarda Revolucionária iraniana anunciou esta segunda-feira, 31 de agosto, que um superpetroleiro sofreu um incêndio de grande magnitude e ficou completamente imobilizado após colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz. O corpo militar de elite iraniano indicou que o navio infringia normas e tentava atravessar uma rota ilegal a sul do estreito, uma passagem estratégica cujo controlo é disputado pelo Irão e pelos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária não revelou o pavilhão do navio nem se houve vítimas.
Os Estados Unidos tinham anunciado na semana passada que desminaram o estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo bruto mundial antes do início da guerra, a 28 de fevereiro. No entanto, o Irão assegurou que o estreito não foi desminado e advertiu que ninguém o atravessasse sem autorização de Teerão. O Irão fechou a passagem pelo estreito em meados de julho, na sequência de novos bombardeamentos norte-americanos contra o sul do território iraniano.
O anúncio do petroleiro atingido pelas minas surgiu após os EUA terem atacado duas plataformas destinadas a lançar foguetes carregados com minas marítimas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz. O Irão respondeu a esta ação norte-americana, que terá causado mortos e feridos, com ataques contra alvos dos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Os EUA reabriram uma via no sul do estreito, perto da costa de Omã, numa tentativa de retomar o tráfego marítimo de petróleo.




